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Olá,
Fiquem a vontade para navegar no meu blog, temos aqui a finalidade é discutir questões relacionadas a Educação, Tecnologia, Religião, Política, Sociedade, Historia, Prática Pedagógica, Pedagogia Empresarial etc. Bem como manter o público atualizado sobre os eventos (cursos,seminários,congressos, amostras culturais etc) que acontecem na área de Educação e/ou tecnologia.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Reforma Ortográfica da Língua Portuuesa.

Educação


As novas regras da lingua porgusesa devem começar a serem implementadas agora em 2008. Mudanças incluem fim do trema e muitas outras coisas devem mudar do vocabulário brasileiro.

Estas mudanças são muito significativa, pois o Parlamento português aprovou, em maio deste ano, o segundo protocolo modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. E isso significa que Portugal se uniu ao Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, que, em 2007, ratificaram o protocolo, o que já garantia sua entrada em vigor. Agora não tem mais volta. Temos de “engolir” a reforma ortográfica e mudar a maneira de comunicar as nossas idéias.

O prazo estimado de adaptação para nós brasileiros é de três anos. Mas, a despeito de a reforma ortográfica só se tornar obrigatória a partir de 2012, haverá a partir de agora um grande esforço para uma readaptação à nossa língua.

Vejamos algumas as mudanças.

HÍFEN Não se usará mais: 1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra", "infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista" 2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"

TREMA Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados.

ACENTO DIFERENCIAL Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com o artigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação da preposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e "pera" (preposição arcaica)

ALFABETO Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"

ACENTO CIRCUNFLEXO Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"

ACENTO AGUDO Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca"
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com "u" tônico precedido de "g" ou "q" e seguido de "e" ou "i". Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA No português lusitano:
1. desaparecerão o "c" e o "p" de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como "acção", "acto", "adopção", "óptimo" -que se tornam "ação", "ato", "adoção" e "ótimo"
2. será eliminado o "h" de palavras como "herva" e "húmido", que serão grafadas como no Brasil -"erva" e "úmido"

Fontes: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u321373.shtml

http://cirozibordi.blogspot.com/2008/08/voc-est-preparado-para-reforma_13.html

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Todos Pela Educação




“Se quisermos ter Educação de qualidade para todos,

precisamos ter todos pela qualidade da Educação”

(Declaração de Jomtien)

O Brasil só será verdadeiramente independente quando todos seus cidadãos tiverem uma Educação de qualidade. Partindo dessa idéia, representantes da sociedade civil, da iniciativa privada, organizações sociais, educadores e gestores públicos de Educação se uniram no compromisso Todos Pela Educação: uma aliança que tem como objetivo garantir Educação Básica de qualidade para todos os brasileiros até 2022, bicentenário da Independência do País.

O Todos Pela Educação não é um projeto de uma organização específica, é um projeto de nação. É uma união de esforços, em que cada cidadão ou instituição é co-responsável e se mobiliza, em sua área de atuação, para que todas as crianças e jovens tenham acesso a uma Educação de qualidade.

A atuação do compromisso inclui o monitoramento da Educação através da divulgação de pesquisas, dados e informações relacionadas ao tema, a maior e melhor inserção da Educação na mídia, o fomento ao debate e à mobilização, e o estímulo à formação de agendas locais de acompanhamento, cobrança e apoio.

Para alcançar a Educação que o Brasil precisa, foram definidas 5 Metas específicas, simples, compreensíveis e focadas em resultados mensuráveis, que devem ser atingidas até 7 de setembro de 2022:

Meta 1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola.

Meta 2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos.

Meta 3. Todo aluno com aprendizado adequado a sua série.

Meta 4. Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos.

Meta 5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido.

As Metas, comunicadas constantemente, servirão como direcionamento para que todos os brasileiros acompanhem e cobrem melhorias na Educação.

Vencer o desafio educacional brasileiro passa pelo compromisso e pela ação de todos e de cada um. Só assim, em 2022, poderemos comemorar não só nossa independência como País, mas também nossa independência como Nação.

http://www.todospelaeducacao.org.br/todospelaeducacao/default.aspx?tabid=124


domingo, 10 de agosto de 2008

Multimídia: Novos Recursos - Novas Práticas


Educação

“É necessário formular sistemas educacionais competitivos que incorporem novos elementos, tais como recursos tecnológicos e métodos de aprendizagem, tornado-os mais dinâmicos e eficazes e conservando seu propósito fundamental de formar pessoas individualmente forlalecidas e comprometidas com o progresso no aspecto humano e social” (Santos, 2003, p. 12 e 13).
Antes de abordar o tema multimídia é interessante entender seu conceito. De acordo com Vaughan (1994), é a combinação de texto, gráficos, sons, animações e vídeos através do computador ou outro meio eletrônico, ao contratário de que muitas pessoas acreditam ser apenas pelo uso do computador, apesar dele ser uma ferramenta de grande destaque no que se refere a essa palavra.
Conforme esta definição, percebe-se que o contexto atual está repleto de situações multimídia, ou seja, o aluno de hoje, está inserido em ambientes que proporcionam essas combinações, sejam elas no cinema, em casa ao assistir tv, ao jogar no computador ou videogame. E essas combinações de sons, imagens em movimento, possibilidade de interação com o eletrônico desperta a atenção dos indivíduos de forma que eles consigam permanecer neste meio por muitas horas.
Ao analisar este aspecto, nota-se que “Ser Professor”, passou a ser – “Ser Professor na Era Digital”. Desta forma, o processo educativo e todas as partes envolvidas têm que apresentar mudanças, romper com os paradigmas e interagir com este novo ambiente.
O professor deve estar atualizado, para que introduza suas novas práticas de forma crítica, para que não seja apenas um processo realizado de forma alienada e sem objetivos de melhorias na educação.
Assim, o facilitador do conhecimento deve trabalhar com as ferramentas tecnológicas, de forma que favoreça um processo de aprendizagem prazeroso, enriquecido e por conseqüência maior resultados por parte dos educandos.
O uso de cd’s interativos, desafios lúdicos, Internet, apresentações de audio-vídeo são elementos que contribuem para que o “comum” complemente e dê lugar ao “novo”. Porém, é de extrema necessidade que esta relação tenha um retorno educativo, a fim de construir um processo de ensino-aprendizagem reflexivo e motivador. Que o aluno passe de mero receptor de informações, para investigador, construtor de seus conhecimentos, proporcionando o desenvolvimento cognitivo, pessoal e social.

Artigo By Paula Zagui - Pós-Graduanda em Didática do Ensino Superior. Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda e em Sistemas para Web.

sábado, 9 de agosto de 2008

E por falar na China!

Sociedade

A história da humanidade é recheada de um elemento comum: A hipocrisia.

Os alemães são famosos pelas atrocidades cometidas nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Contudo, poucos sabem que os campos de segregação foram uma idéia americana, aplicada a japoneses em seu território, e copiada por Hitler.

Os japoneses são famosos por sua honra em combate, pelo respeito aos idosos e pelo profundo sofrimento causado pelas explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Mas, pouca gente teve notícias das enormes carnificinas promovidas por eles, no mesmo conflito. Tropas japonesas executavam atos que iam desde seqüestro e escravização de civis e de vilas inteiras até a morte por inanição e tortura em seus próprios campos de execução. Além de obrigarem mulheres chinesas e de outros países asiáticos a prostituírem-se para “entreter” seus soldados e oficiais.

A então União Soviética torpedeou e afundou sem prestar socorro um navio de refugiados alemães que fugiam do caos final nazista. O desastre, que caiu no esquecimento da história dos perdedores, fez mais vítimas do que o do famoso Titanic (mais do que o dobro).

Sem mencionar que entre os milhões de Judeus mortos nos campos de concentração nazista; dezenas de milhares foram barrados, em sua fuga desesperada para países “aliados” e devolvidos (via deportação) para os nazistas.

Tudo isso, porque o que é contado; o que fica “valendo” para as gerações futuras é a história contada pela ótica dos vencedores. Você, por exemplo, jamais ouvirá um inglês assumir que seu Império exterminou milhares de pessoas na Índia, Paquistão e em suas colônias na Ásia e África. Apenas, para traficar escravos e tomar posse das riquezas naturais desses locais.

Nações que hoje posam de defensoras da “democracia” e da “liberdade” têm, como todo mundo, seu “pé na lama” da história. Pasmem; até nós os eternos “amigos de todo mundo”; temos nossa cota de atrocidades e crimes contra a humanidade em guerras (aprenda sobre a Guerra do Paraguai e o extermínio de 98% da população masculina daquele país). Nosso maior “herói” militar, adorava cavalgar a toda sobre uma multidão de civis e decapitá-los com seu sabre afiadíssimo.

Mais recentemente, a comunidade internacional se calou, olhou para o lado e fechou os ouvidos aos milhares de injustiçados e massacrados pelo regime chinês. Tudo em nome do “desenvolvimento” econômico da China. Na realidade, as grandes potências criaram esse universo paralelo onde à China é um país próspero e feliz; apenas para compensar a decadência econômica do maior mercado consumidor do mundo até então: Os EUA.

Com as previsões apocalípticas de uma “depressão” americana, a China transformou-se no novo “El Dorado” capitalista. Foi ignorado o massacre da população pobre; que foi obrigada a retirar-se de suas casas (onde vivia a gerações). O despejo de comunidades inteiras ao longo do rio Yang-Tsé-Kiang e do Huang-Ho; que foram obrigadas a habitarem cidades a quilômetros de seus lares natais e de suas raízes culturais em nome de um progresso voraz e que não se preocupa com o ser humano. E a vergonhosa situação do Tibete. Que começou com a caçada humana realizada a uma criança (o Dalai Lama); fato que deu origem a uma das maiores e mais espetaculares histórias de fuga de todos os tempos.

O desastre humanitário; é apenas superado pelo ambiental. O ar nas grandes cidades chinesas; chega a ser venenoso. Sem falar na contaminação das águas e do solo por metais pesados e resíduos industriais. Em nome desse “progresso” a China foi recebida de braços abertos pela comunidade internacional. Mas, como diz o velho ditado: “Pau que nasce torto; morre torto”. E com a China não foi diferente.

Agora, o mundo descobriu que a “ilha de harmonia”, nada mais era do que uma nação que extermina impiedosamente aqueles que não “rezam” pela sua cartilha. Descobriu (só agora?) que o ar no país é tão tóxico que determinadas provas dos Jogos Olímpicos poderão ser adiadas (fato inédito na história da competição), para não por em risco a vida e a saúde dos atletas.

Os recentes conflitos, com os revoltosos do Tibete, fizeram apenas aflorar o que a comunidade internacional e o governo chinês teimam em ignorar: A censura, a morte banal, a perseguição sistemática de inocentes e o extermínio de uma cultura milenar.

Como ocorreu ao longo de toda a história humana, o papel do bem, fica sempre com aquele que se presta mais ao benefício das elites econômicas ou políticas do momento. Hoje, a China ocupa um lugar de destaque nesse palco voraz e insaciável que devora os atores e espectadores igualmente.

Fonte - http://www.visaopanoramica.com/2008/03/18/china-tibet-e-a-hipocrisia-internacional/

A igreja do Senhor diante das eleições.

Politica e Sociedade


Por algum tempo, a Igreja Evangélica enfatizou que a única missão dos crentes em Jesus era evangelizar o mundo perdido. A política, como outras atividades cotidianas relacionadas à vida material, ficaram de lado. Mas parece que agora o assunto tem se invertido em certos círculos evangélicos. Fala-se até na existência de uma espécie de loteamento eleitoral do rebanho de Cristo. Os mais afoitos falam em currais eleitorais, coronelismo evangélico – nada mais que uma reprise gospel do que se vê no mundo da política. Precisamos retomar o assunto lançando alguns referenciais para que o povo evangélico brasileiro possa se conscientizar de sua real posição na participação da vida política de nossa nação. A Igreja está separada do Estado, mas como cidadãos vivemos inseridos num contexto político do qual não podemos fugir. E não há como negligenciar essa nossa responsabilidade ética que se avoluma neste ano eleitoral. Podemos seguir alguns critérios para a escolha de nossos candidatos neste próximo pleito:
1 – As promessas dos candidatos – É comum o dito “político promete, mas não cumpre”. Muitas promessas são mirabolantes sao venrdeiras utopias e não passam de frases publicitárias para conquistar o eleitor. Avalie a compatibilidade das promessas com a viabilidade e a capacidade de o candidato cumpri-las.
2 – Vida pessoal do candidato – Considere a história do candidato, suas realizações, seu relacionamento familiar. Que valor o candidato dá ao indivíduo? Como ele convive com o poder – é autocrático, frouxo, democrata? Dialoga com os outros ou é cratomaníaco, megalômano? É oportunista daqueles que só se lembram dos eleitores em época de eleição?
3 – Voto vinculado à fé – “Crente vota em crente”, dizem muitos candidatos evangélicos em campanha pelas igrejas. Estamos cansados em votar em candidatos evangélicos que, uma vez no mandato, geralmente nenhuma influência cristã exercem. Aliás, tem havido muitos escândalos envolvendo políticos que se dizem crentes. Sem dúvida, nossa prioridade deve ser votar em candidatos evangélicos, mas também deles exigir pronta e efetiva atuação parlamentar dentro dos padrões bíblicos. Chega de ingenuidade e demagogia política.
4 – Estatísticas – Não podemos nos enganar com os dados estatísticos que nos dão uma falsa ilusão de que a maioria sempre tem razão. Devemos ter plena consciência sobre em quem estamos votando. Devemos votar num candidato não pela sua posição nas pesquisas, mas pelas suas qualidades. Sejamos sensatos! Enfim, além de tudo, devemos orar antes de votar. Devemos também orar depois de votar, seguindo a admoestação de Paulo: “Exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade (I Timóteo 2.1-3).
Precisamos estar atentos para que de dentro da nossas igrejas possamos identificar e apresentar à sociedade homens e mulheres como “José do Egito”, “Daniel”, “Sadraque”, “Mesaque”, “Abedenego”, “Josué”, enfim, homens preparados tecnicamente, forjados no caráter e na vivência do cristianismo, para que possam influenciar e ajudar a nossa sociedade, (sim pois o envagelico nao vai gonernar so para a igreja mas para toda a sociedade) sob pena de sofrermos com a nossa omissão neste momento de mudança nas administrações municipais.
Fonte:http://www.revistaigreja.com.br/nav/texto.asp?cod=67&exclusiva=0&edicao=4

Votar é exercer nossa cidadania, mas nao vos deixe enganar.

Abs,
Prof. Arlindo Gonzaga.

Discurso do filme "O Grande Ditador"

Pensamento


Os versos deste discurso de Chaplin tem muito a ver com a minha forma de pensar e ver o mundo. um texto escrito a masi de 50 anos mais que continua mais atual do que nunca

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão. Não sois máquina. Homens é que sois. E com o amor da humanidade em vossas almas. Não odieis. Só odeiam os que não se fazem amar, os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão. Lutai pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens. Está em vós. Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas; o poder de criar felicidade. Vós o povo tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam. Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos. Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah. A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah. Ergue os olhos."

O discurso final do filme
"O Grande Ditador"
(Charles Chaplim)