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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

O que é educação à distância (EAD)?

Educação


De acordo com a legislação educacional brasileira, "educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação."(definição que consta no Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o art. 80 da LDB lei n.º 9.394/96.). A evolução na educação à distância no Brasil, sua legislação segundo o que rege a LDB. As tecnologias telemáticas que permitem uma rápida comunicação entre professores e alunos.

A educação à distância, surgiu na Alemanha em 1890. A seguir, inúmeros países adotam o ensino a distância como uma opção a mais para ministrar cursos em nível médio, técnico, universitário e, de pós-graduação. A lnglaterra, foi o primeiro país a instituir a "Universidade Aberta",verdadeiro marco de vanguarda no ensino superior a distância.

Nos últimos dez anos assistimos a uma dramática e intensa internacionalização da economia, da comunidade e de informações que atividades. inovações constantes têm ocasionado repercussões definitivas no progresso científico e tecnológico, sem contudo dar conta da problemática da sociedade, cada vez mais desigual. Uma das questões presentes nas discussões é o novo tipo de associação entre ensino, educação e aprendizagem: emerge daí uma dubiedade de conceitos entre formar e informar, treinar, educar, ensinar e aprender, fato este que amplia a responsabilidade dos docentes nas instituições educativas em seus diferentes níveis (DEMO 1998). Freqüentemente Ensino a Distância e Educação a Distância são utilizados como sinônimos, no contexto do processo de aprendizagem.

Tratar de educação a distância implica não isolá-la da educação em geral. Sua preocupação é a democratização e o acesso ao saber escolarizado, para atender a demanda imposta pela sociedade contemporânea, como uma das formas de superação de exclusão social. É importante evidenciar partindo da reflexão da Preti (1996) que se antes existiam muitas resistências e pré-conceitos quanto a esta modalidade, parece que a conjuntura econômica e política no limiar do milênio acabou encontrando nesta modalidade uma alternativa economicamente viável, uma opção ás exigências sociais e pedagógicas, contando com o apoio dos avanços das novas tecnologias da informação e da comunicação. Isto é, dentro da crise estrutural, a conjuntura política e tecnológica tornou-se favorável à implementação da EAD. Ela passou a ocupar uma posição instrumental estratégica para satisfazer as amplas e diversificadas necessidades de qualificação das pessoas adultas, para a contenção de gastos nas áreas de serviços educacionais e, no nível ideológico, traduz a crença de que o conhecimento está disponível a quem quiser “ (p.23). A educação a Distância deve ser entendida como um processo de formação humana que se organiza e desenvolve metodologicamente diferente do modelo presencial, no que concerne ao tempo e ao espaço. É, pois, uma modalidade de educação que imprime a necessária constituição de um Projeto Político Pedagógico sustentado por um quadro teórico-metodológico que irá nortear epistemologicamente todos os elementos constituintes e dinamizados da prática pedagógica.

É importante observar que a Educação a Distância (EAD) não pode ser vista como substituta da educação convencional, presencial. São duas modalidades do mesmo processo. Aquela não concorre com a educação convencional, tendo em vista que não é este o seu objetivo (NUNES, s/d). Vale ressaltar que ao não considerarmos a EAD como modalidade educativa alternativa para a democratização do saber, ela tem-se apresentado sob a forma de experiências isoladas e desconectadas de uma concepção filosófica-política consistente e necessária aos programas de educação.

O que podemos dizer da utilização da tecnologia como ferramenta de ensino em EAD?
A educação a Distância (...) não deve ser simplesmente confundida com o instrumental, com tecnologias a que recorre. Deve ser compreendida como uma prática educativa situada e mediatizada, uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar o conhecimento. É, portanto, uma alternativa pedagógica que se coloca hoje ao educador que tem uma prática fundamentada em uma racionalidade ética, solidária e comprometida com as mudanças sociais” (PRETI, 1996, P.27).

Compreende-se que, como na educação convencional, a concepção teórico-metodológica que irá informar e conformar o planejamento, a organização e o desenvolvimento de um projeto educativo na modalidade de educação a distância, poderá garantir o acesso, a permanência e a formação do cidadão.

Podemos perceber que a EAD não substitui a educação presencial. No que diferem estas duas modalidades de educação? A EAD, então, pode ser compreendida numa perspectiva crítica, como processo de formação humana que se organiza, planeja e se concretiza diferentemente daquela da educação presencial, sobretudo no que concerne a espaço temporalidade. Para a professora Maria Lúcia Neder, “a estrutura da EAD modifica o esquema de referencia associada à presença do professor e do estudante, uma vez que decompõe o ato pedagógico em dois momentos e dois lugares: o ensino é mediatizado, a aprendizagem resulta do trabalho do estudante, a reação do aluno em face do conteúdo vem indiretamente ao docente por meio dos tutores, e a interação em sala de aula é em grande parte reduzida “ (NEDER, 1999). Ou seja, as vertentes epistemológicas se apóiam e se afiliam às teorias educacionais de aprendizagem que deslocam o centro da relação pedagógica do professor para o aluno. A grande maioria da clientela da EAD é de adultos. Assim, é importante observar que os projetos educativos levem em conta as características socioculturais e individuais dos alunos, trabalhando os conteúdos a partir desta realidade. Segundo Aretio (1996), a EAD difere da modalidade de ensino presencial por ser “um sistema de comunicação bidirecional que substitui a interação pessoal na sala de aula de professor e aluno, como meio preferencial de ensino, pela ação sistemáticas e conjunta de diversos recursos didáticos e apoio de uma organização e tutoria que propiciam uma aprendizagem independem e flexível”.

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