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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A MORTE DO DÓLAR!

Filosofia


O presente colapso do sistema financeiro Americano é a resposta da história à ilusão do dólar.

Resposta tardia, mas ainda resposta. Afinal, não seria possível não haver tal resposta, sendo apenas uma questão de tempo sua materialização.

Entretanto, desde “A Morte do Dólar” e de “Os Juros Subversivos” — ambos os livros da década de 80, inicio dos anos noventa — que popularmente já se sabia que o futuro seria assim como está começando a ser agora: um mundo no qual a América experimentaria as conseqüências de seu modelo estilo New Babilônia.

O crescimento avassalador dos Estados Unidos antes, porém, muito mais depois da 2ª Grande Guerra, deu-se de modo não apenas meteórico, mas, também, despreparado e sem lastro capaz de bancar o dólar como esperanto econômico-financeiro do Planeta.

Nesse sentido, ainda equivocado em quase tudo o mais, Fidel Castro estava certo quando denunciava a arbitrariedade da existência mundial do dólar como moeda da Civilização Humana.

E Fidel não dizia isto apenas por estar inimizado com os Estados Unidos, mas, sobretudo, fundado em argumentação lógica, a qual não era ouvida pelas mesmas razões pelas quais não se dá ouvidos ao que seja verdade se a tal verdade não estiver em favor de nossos lucros nesta vida.

Os Estados Unidos, no entanto, não deverão perder a liderança mundial assim..., da noite para o dia.

Provavelmente a América ainda caminhe na energia inercial por vários anos, a menos que uma reviravolta de mentalidade aconteça para o bem.

Todo império, no entanto, existe em conluio com o mal. Nunca vi ou soube algo relativo a um Bom Império.

Na Bíblia os Impérios são sempre perversos.

Por isto a Revelação nunca deu autorização para a expansão de quem quer que fosse para além de suas fronteiras, menos ainda para Israel deu tal consentimento.

Deus não é descrito como Imperador do Universo, mas como Rei.

O império é sempre ilegítimo e expansionista. O Reino, todavia, recolhe-se ao ambiente de sua legitimidade natural.

No caso de Deus [rsrsrs, como se pudesse assim falar], Ele é Rei sobre tudo, pois, tudo foi criado por Ele e para Ele.

Assim, Deus somente seria Imperador se Ele não fosse o único Deus.

Mas ainda assim um dos Deuses teria de desejar o que fosse do outro Deus.

Então, desse modo, não teríamos Deus, mas Deuses. E, além disso, não teríamos nem mesmo a noção de Rei ou reino, pois, só existiria a guerra pelo Império.

Imperador é o diabo. E todo império tem a inspiração dele.

O Rei reina. O Imperador impera, se impõe.

O Rei é. O Imperador se torna pela sua conquista.

Voltando à América...

Os Estados Unidos se tornaram um Império. Aliás, dos Impérios, talvez o menos ruim até hoje.

Entretanto, ainda assim tornou-se um império, com atitude e arrogância de Império. Para sua tristeza fechou tal ciclo imperial com um mico como Presidente.

O Império Americano foi o império da ordem democrática como bandeira a ser defendida e imposta ao mundo.

Era a tirania da liberdade democrática a oferecer tapume para que por seu intermédio todas as ditaduras da Terra fossem saqueadas e possuídas pela liberdade.

A tirania americana foi e é ainda a tirania da democracia!

Tal ambigüidade no exercício do Poder Mundial somente poderia vir de um Império Cristão.

O que a América não supunha jamais é que um homem solitário viesse a se tornar o símbolo de sua queda.

Quando Bin Laden destruiu as torres gêmeas uma era findou...

O que se vê hoje em Wal Street é apenas o resultado da queda das torres acontecendo agora como fato econômico.

Agora teremos um tempo caótico adiante de nós todos, em toda a Terra. Afinal, um gigante não cai sem que um maremoto deixe de sacudir todas as praias da terra.

Faz parte. E nós estamos vivos para ver e testemunhar.

Por Caio Fabio

Fonte:http://www.caiofabio.com/novo/caiofabio/pagina_conteudo.asp?CodigoPagina=0413600012

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