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terça-feira, 17 de março de 2009

"Depois da Guerra" Surpreendente!!!

Critica Musical



Sou apreciador da boa musica do acordes em entoados e também sou fã de carteirinha do oficina G3 e ai vai a minha opinião sobre o ultimo álbum “Depois da Guerra”.

No álbum, o Oficina G3 traz a cisão no protestantismo brasileiro e que é preocupante, e com certeza o maior perdedor esta sendo o evangelho, do nosso Senhor Jesus Cristo, caso não se deixemos a nossas as vaidades de lado. E é justamente para o público que se fechou dentro das quatro paredes das igrejas a maior mensagem deste álbum.

Na estréia de Mauro Henrique nos vocais, esta absurdamente demais o Oficina G3 salva toda uma década de péssimos trabalhos no cenário do bom e velho rock and Roll. Riff's antes ignorados pela banda em seus trabalhos, agora presentes em boa quantidade no álbum trazem uma nova característica à banda que caminhava para a mesmice anterior.

Um grande problema de álbuns nacionais é a dificuldade em realizar com qualidade trabalhos em outro idioma. Neste cd o Oficina G3 com seu novo vocalista consegue alcançar um padrão bom de pronúncia para as músicas em inglês. Nas tentativas anteriores da banda (Juninho na música Your Eyes - Indiferença e PG em Don't Give Up - Humanos) eles alcançaram algo não muito bom. Desta vez é diferente, Mauro Henrique tem ama pronúncia excepcional, dicção e voz pro idioma, e esse é mais um ponto positivo do cd.

Musicalmente, a banda exteriora suas influências de DreamTheather em grande parte das músicas. Há quem enxergue nos solos de guitarra influência de Michael Sweet, e quem como eu sinta um pouco de Dave Grohl nos riffs. Jean Carllos nesse álbum alcançou o ápice de suas frases no teclado, com linhas muito bem escolhidas, bons timbres e ótimos backing vocals, trazendo a agressividade que por muito tempo se ausentou da banda. Duca Tambasco como sempre traz sua competente contribuição, dessa vez um pouco mais discreta. Diria até que um pouco menos brilhante que a do freelancer Aposan na batera. Esse sim é um detalhe curioso do álbum: em sua participação no Elektracústica a linha de batera não trazia uma identificação com o trabalho da banda. Neste álbum, fica a impressão de que o competente baterista sempre trabalhou com rock. O que muitos ignoram é que antes de ingressar no Oficina G3, Aposan era figura fácil no cenário black em São Paulo, trabalhando com gente como Paulo César Baruk e outros.

Déio Tambasco aparece no álbum de uma forma totalmente nova. Sua composição "Meus Próprios Meios" em nada se parece com suas contribuições anteriores para a banda (vide "O fim é só o começo" - "Além do que os olhos podem ver"), numa faixa que tem características bem distintas de todos os seus trabalhos anteriores, inclusive os solos.

A banda com certeza deve muito dessa guinada aos novos produtores, Marcelo Pompeu e Heros Trench (Khorzus), que segundo Duca, ampliou a visão musical da banda em 360 graus.

A regravação da canção I tried to change (FullRange, antiga banda de Mauro Henrique), agora rebatizada de Unconditional, acompanhada de People get Ready e Better mostra bem os caminhos que a banda pretende trilhar no exterior. Aliás People Get Ready ganhou uma versão digna de sua história.

A verdadeira missão deste álbum será fazer que sua mensagem seja ouvida, e que por consequência, vejamos os muros erguidos entre nós venham ao chaão. Mas já é grande a contribuição deste trabalho em termos musicais. É diferente, novo e animador. Diria que é a salvação da lavoura nesta década!

Mesmo sabendo da competência do G3 confesso que eu não esperava nada inovador quanto a este cd... sabia que ia vir bom mais não esperava que seria tão surpreendente. Se tratando de mercado Nacional é difícil de acreditar que possa realmente ter saído algo inovador e agradável aos ouvidos.

Mais posso te garantir que, a não ser que seu gosto não seja para o estilo que eles se propuseram a fazer no CD, o Cd irá sim te surpreender como me surpreendeu.

Espero que voce goste!