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Olá,
Fiquem a vontade para navegar no meu blog, temos aqui a finalidade é discutir questões relacionadas a Educação, Tecnologia, Religião, Política, Sociedade, Historia, Prática Pedagógica, Pedagogia Empresarial etc. Bem como manter o público atualizado sobre os eventos (cursos,seminários,congressos, amostras culturais etc) que acontecem na área de Educação e/ou tecnologia.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jesus Cristo era Peripatético.

Filosofia








Você sabe o que quer dizer peripatético? E quando você não sabe o que significa uma palavra o que faz: pergunta para quem sabe, consulta o dicionário, finge que sabe?

A maioria de nós, quase sempre, opta pela terceira forma: finge que sabe, fala como quem sabe, mas não pergunta, nem se informa. Afinal, ninguém deseja que o outro descubra que ele não sabe.

Numa reunião de treinadores voluntários em uma empresa, discutia-se a melhor fórmula de ministrar um curso para 200 funcionários.

Estava claro que o método convencional - botar todo mundo numa sala - não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.
Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:
“Jesus era peripatético...”
Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.
E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.
Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo – emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral. Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento – ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
- Mas eu até vejo uma razão para isso...
- Que é isso, Sales? Que razão?
- Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
- Não diga!
- Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...
Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:
- Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma.
É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas...
- Por que vocês estão me olhando desse jeito?
- Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...
- Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?... Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".
E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos. Duas coisas. A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro. E a segunda é que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.


"Peripatético" (em grego, περιπατητικός), é a palavra grega para 'ambulante' ou 'itinerante'. Peripatéticos (ou 'os que passeiam') eram discípulos de Aristóteles, em razão do hábito do filósofo de ensinar ao ar livre, caminhando enquanto lia e dava preleções, por sob os portais cobertos do Liceu, conhecidos como perípatoi, ou sob as árvores que o cercavam.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Obsolêcencia.


Sociedade


Atualmente, a velocidade com que a informação e as inovações se multiplicam tem nos dado cada vez menos chances de nos mantermos atualizados. Para muitos, o resultado é uma profunda angústia e sensação de obsolescência. É muito comum ouvirmos as pessoas alegarem sede de conhecimento e ao mesmo tempo incapacidade ou falta de tempo para darem conta de tudo o que imaginam ser importante em sua vida ou profissão. As 24 horas do dia não são mais suficientes. O inevitável estresse transformou-se no mal dos tempos modernos.
Em todos os cantos ouvimos as mesmas indagações:- aonde iremos parar com este frenesi informacional? Será que conseguiremos nos manter suficientemente bem informados e capazes de responder às necessidades e oportunidades do mercado, ou estamos, inexoravelmente, a caminho da obsolescência? A estratégia de pré-seleção da informação a ser consumida por indicação de terceiros, além dos riscos inerentes é também um paliativo que rapidamente se esgotará. Temos aí um grande e importante desafio para a inteligência humana.
O volume e velocidade da informação continuarão crescendo exponencialmente. É bastante plausível que nossa capacidade cerebral também continue evoluindo e que num futuro próximo venhamos a descobrir meios de melhor aproveitá-la. Entretanto, a defasagem entre o volume de informação e a nossa capacidade cerebral (aquela que efetivamente sabemos usar) ainda é muito grande e com nítida tendência de aumento. Neste ponto poderíamos indagar se realmente estamos no caminho certo? Não me refiro, obviamente, ao progresso. Seria pura estupidez querer detê-lo. O caminho a que me refiro é o do uso da informação.
Se analisarmos um pouco mais a fundo o problema, veremos que, na realidade, nossa sede de conhecimento é, na maior das vezes, fobia, ou seja, pura e simplesmente medo ser preterido pelo mercado. Temos que admitir que as coisas não parecem seguir uma lógica muito inteligente. O progresso trouxe uma série de facilidades que, paradoxalmente, não facilitaram muito a nossa vida. O homem moderno, salvo as exceções de sempre, tem duas escolhas: ou trabalha mais e vive menos ou vira desempregado. Em outros termos, fundamentamos o progresso em uma base contraditória. Vivemos para trabalhar e não o contrário como seria o lógico.
Acredito ser esta a chave de todo o problema. As famigeradas necessidades do mercado. Viramos escravos do mercado. Senão, onde é que ficam as nossas necessidades pessoais e familiares? Onde é que fica nosso lazer? Onde é que fica nosso real prazer de aprender, crescer e viver? Não somos nós os obsoletos, mas sim o sistema que criamos. Um sistema que, literalmente, economiza conhecimento. Será que tudo não ficaria mais fácil se formássemos uma grande rede de 160 milhões de cérebros brasileiros, ou melhor ainda, de 6 bilhões de cérebros ao redor do mundo? Pura utopia? No contexto atual, sem dúvida! Mas por bem ou por mal, o homem ainda vai descobrir o poder dessa rede neural planetária. É inexorável. É a única saída para o futuro de longo prazo.



veja o video interessant sobre o assunto em: http://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Prova de Fogo



Cinema




O momento é oportuno para falar sobre vida a dois, já que estamos próximo do dia dos namorados, momento de parar e refletir sobre a nossa vida conjugal, não que este momento deva se dar apenas nesta época.
Acabei de assistir o longa “Prova de Fogo”, título Nacional do filme, um drama que fala de amor à família, do amor ao próximo e sobre orgulho. O filme não é chato, meloso, muito pelo contrário, ficamos presos à trama do início ao fim, de aproximadamente 2 horas de duração. No longa, o capitão Caleb Holt vive de acordo um velho ditado dos Bombeiros: “Nunca deixe seu companheiro para trás”. Em casa, seu casamento, esta a por um fio, a beira da falencia Ele vive sobre suas próprias regras. Em meio à brigas, discussões e desentendimentos com a esposa. Seu trabalho como bombeiro é de resgatar as pessoas. Agora, ele terá que realizar o trabalho mais árduo ainda. o de resgatar o coração da própria esposa. O filme é mágico, bonito, realista, com os pés no chão, capaz de nos fazer refletir sobre a nossa vida conjugal, e nas demais pessoas sobre relacionamento interpessoal. Vale à pena. Os produtores são os mesmos do filme Desafiando Gigantes’ é trama, de impressionar, emocionar pode até arrancar algumas lágrimas.