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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Obsolêcencia.


Sociedade


Atualmente, a velocidade com que a informação e as inovações se multiplicam tem nos dado cada vez menos chances de nos mantermos atualizados. Para muitos, o resultado é uma profunda angústia e sensação de obsolescência. É muito comum ouvirmos as pessoas alegarem sede de conhecimento e ao mesmo tempo incapacidade ou falta de tempo para darem conta de tudo o que imaginam ser importante em sua vida ou profissão. As 24 horas do dia não são mais suficientes. O inevitável estresse transformou-se no mal dos tempos modernos.
Em todos os cantos ouvimos as mesmas indagações:- aonde iremos parar com este frenesi informacional? Será que conseguiremos nos manter suficientemente bem informados e capazes de responder às necessidades e oportunidades do mercado, ou estamos, inexoravelmente, a caminho da obsolescência? A estratégia de pré-seleção da informação a ser consumida por indicação de terceiros, além dos riscos inerentes é também um paliativo que rapidamente se esgotará. Temos aí um grande e importante desafio para a inteligência humana.
O volume e velocidade da informação continuarão crescendo exponencialmente. É bastante plausível que nossa capacidade cerebral também continue evoluindo e que num futuro próximo venhamos a descobrir meios de melhor aproveitá-la. Entretanto, a defasagem entre o volume de informação e a nossa capacidade cerebral (aquela que efetivamente sabemos usar) ainda é muito grande e com nítida tendência de aumento. Neste ponto poderíamos indagar se realmente estamos no caminho certo? Não me refiro, obviamente, ao progresso. Seria pura estupidez querer detê-lo. O caminho a que me refiro é o do uso da informação.
Se analisarmos um pouco mais a fundo o problema, veremos que, na realidade, nossa sede de conhecimento é, na maior das vezes, fobia, ou seja, pura e simplesmente medo ser preterido pelo mercado. Temos que admitir que as coisas não parecem seguir uma lógica muito inteligente. O progresso trouxe uma série de facilidades que, paradoxalmente, não facilitaram muito a nossa vida. O homem moderno, salvo as exceções de sempre, tem duas escolhas: ou trabalha mais e vive menos ou vira desempregado. Em outros termos, fundamentamos o progresso em uma base contraditória. Vivemos para trabalhar e não o contrário como seria o lógico.
Acredito ser esta a chave de todo o problema. As famigeradas necessidades do mercado. Viramos escravos do mercado. Senão, onde é que ficam as nossas necessidades pessoais e familiares? Onde é que fica nosso lazer? Onde é que fica nosso real prazer de aprender, crescer e viver? Não somos nós os obsoletos, mas sim o sistema que criamos. Um sistema que, literalmente, economiza conhecimento. Será que tudo não ficaria mais fácil se formássemos uma grande rede de 160 milhões de cérebros brasileiros, ou melhor ainda, de 6 bilhões de cérebros ao redor do mundo? Pura utopia? No contexto atual, sem dúvida! Mas por bem ou por mal, o homem ainda vai descobrir o poder dessa rede neural planetária. É inexorável. É a única saída para o futuro de longo prazo.



veja o video interessant sobre o assunto em: http://www.youtube.com/watch?v=7qFiGMSnNjw

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