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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A ‘mágica’ do entretenimento – o advento do ‘espetáculo’ midiático


Sociedade



A “Violência” Midiática - ilusão e Consumismo

O mundo se depara com uma nova realidade, uma nova ordem mundial, o fenômeno da globalização. Assiste-se ao advento de uma sociedade global em que a ordem é consumir. Neste sentido, para que possa, além de manter a ordem vigente estabelecida, alcançar maiores índices de audiência, a mídia, por diversas vezes, recorre a elementos afinados com a lógica sensacionalista, do espetacular, do grotesco, do violento.
Nessa (ir)realidade, o espetáculo, o conflito e o superficial entram em cena. Segundo Bourdieu (1997: 23), as notícias de variedades, por exemplo, produzem a despolitização social, reduzindo a vida do planeta “à anedota e ao mexerico”, típicos da “imprensa poubelle” ou “imprensa people” (Ramonet, 1999: 12). Elas agem “fixando e prendendo a atenção em acontecimentos sem conseqüências políticas, que são dramatizados para deles ‘tirar lições’, ou para os transformar em ‘problemas da sociedade”.
Dependendo do “cardápio”, apresentado aos telespectadores, um telejornal pode formar mentes similares a do “analfabeto político”, de Brecht. Ao que parece, hoje, os media e, em especial a televisão, vão além das cercas e muros das casas, pois isso é notícia. Para eles (os media), as fofocas ou a distorção contam mais que a informação e a veracidade dos fatos. Por vezes, instaura-se a “estética do grotesco” (Sodré, 1972). O espetáculo (difundido pelos meios de comunicação) mantém a ordem vigente, ou seja, “constitui o modelo atual da vida dominante na sociedade”. “O espetáculo que inverte o real é efetivamente um produto” (Debord, 1997: 14-15).
Segundo Silva (2000: 40), “a lógica do Fait Divers (notícia sensacionalista) é o mais cristalino reflexo deste final de século de derrisão: tudo deve ser leve, fácil, claro, cartesiano. Negação do avanço do saber, o qual não se cansa de demonstrar o contrário. Saber cansa”.
O Fait Divers implica reflexões superficiais, e mostra, ao mesmo tempo que oculta (Bourdieu, 1997: 24), buscando única e exclusivamente a emoção gratuita. Livre da substancialidade, logo, o consumidor transforma-se num mero colecionador de ilusões, onde o espetáculo é a palavra de ordem. Para Debord (1997: 138), “o discurso espetacular faz calar, além do que é propriamente secreto, tudo o que não lhe convém. O que ele mostra vem sempre isolado do ambiente, do passado, das intenções, das conseqüências. É, portanto, totalmente ilógico”.
Possuindo um consumo imediato, e provido de um caráter atemporal, “o ‘Fait Divers’, em suas diferentes manifestações, é utilizado, na mídia, com diversas abordagens. Aparece no tratamento da realidade e da ficção, seja nas telenovelas, nos telejornais, nos ‘talk shows’, nos programas humorísticos, no noticiário da imprensa e na publicidade” (Ramos, 1999).
Juntos, os meios de comunicação e o Fait Divers independem de estilo jornalístico, e mostram, ao invés de demonstrar, informar com veemência e aprofundamento, os fatos do dia, pois priorizam a superficialidade, com base no emocional (Ramos: 1999).
Norteando essa realidade através da Pedagogia crítica de Kellner (2001), observa-se, no horizonte social, um cenário permeado pela lógica globalizante, em que a ordem é consumir. Neste cenário, assiste-se, na mídia, uma verdadeira corrida desenfreada pelo maior índice de audiência, onde as informações substanciais seriam deixadas de lado, num processo de tentativa, pelo menos, de congelar as estruturas mentais receptoras fortalecendo, assim, a ideologia vigente.
Assim, a cultura produzida pela mídia promove articulações com o sistema vigente no sentido de reforçar a homogeneização das identidades. Baudrillard (1997: 80) afirma: “Por trás de cada informação, um acontecimento desapareceu; sob a cobertura da informação, um a um os acontecimentos nos são retirados”. Assim, o mundo atual se depara com um processo de “ofuscamento do saber”, a “falsa clareza”, de Adorno e Horkheimer. Vivencia-se o chamado “efeito paravento”, de Ramonet (1999: 31) – onde um evento desbota outro –, o “ocultar mostrando”, de Bourdieu (1997: 24) – em que a realidade é mostrada de forma distorcida, mascarando alguns elementos.
O campo discursivo abriga, em seu cerne, portanto, os produtores de informação, a mediação desta, a recepção e determinados efeitos. Na ação social, a cultura da mídia televisiva promove uma subjetividade imposta com calibre sensacionalista. De forma implícita ou explícita, a “violência” está sempre presente.
Destarte, a mídia respira sob a égide capitalista e promove a “violência”. Com o objetivo de manter o status quo, detectam-se, no dia-a-dia, várias formas de “violência” midiáticas, as quais acarretam um pensar fragmentado, efêmero, volátil, em perfeita sintonia com os ditames da indústria cultural.
No telejornalismo, por exemplo, percebe-se claramente a ausência das questões básicas de um lide jornalístico, a saber: “quem fez o quê?”, “quando?”, “onde?”, “como?”, “por quê?”, “com que meios?”, “em que circunstâncias?”, e “quais são as conseqüências?”. Ocorre, portanto, a primazia do “o quê?”, do “quem” sobre o “como?” e o “por quê?”. Esta carência de informação leva a informações descontextualizadas, por vezes sem nexo. Conforme exposto anteriormente, a superficialidade reina absoluta também nas telenovelas, programas de variedades, na publicidade etc .
Como foi dito antes, nesse processo de banalização da informação, é óbvio que os receptores não reagirão da mesma maneira frente a uma notícia. Há muito não se pode considerar a máxima franfurtiana do receptor passivo. No entanto, a questão é outra: acima de todo e qualquer interesse, seja ele social, político, econômico, cultural ou ideológico, as informações transmitidas pelo emissor devem primar única e exclusivamente pela verdade e a ética. As revelações de meias verdades, embora não possam ser consideradas mentiras absolutas, distorcem fatos e prejudicam imagens, alcançando, por vezes, o mesmo efeito de uma notícia falaciosa. Na busca pelo lucro e a audiência, a cultura midiática é comercial. Numa realidade em que consumir é a palavra de ordem, a produção da mídia consiste em mercadorias a serviço dos grandes conglomerados da comunicação.

Por: Paula Patricia Santos Oliveira,

Fonte: Webartigos.com

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O consumismo, o Meio Ambiente e a Violência.

Sociedade


Somos consumidores consciente ou um consumista? Esse artigo vem para tentar abrir um debate e criar a reflexão sobre os nossos atos de consumo. Primeiramente é necessário diferenciar o consumo do consumismo.

O consumo é necessário para sobrevivermos, ou você vive sem se alimentar, sem se vestir, sem se deslocar? Claro que não! Agora consumismo está associado a exagero, a supérfluo, ao perdulário. Pode pensar como exemplo de consumismo o padrão ocidental, em especial o estadunidense, ou seja, vamos às compras baby, mesmo sem precisar de nada!

Hoje o mundo já sofre com as mazelas, as moléstias do consumismo, das compras impensadas e não sustentável. Isso vem exaurindo os recursos naturais, em especial as matérias-primas e a energia. Estamos caminhando para um colapso ambiental e prova disso são as mudanças climáticas que vem ocorrendo no Planeta Terra.

A organização não-governamental Instituto Akatu pelo Consumo Consciente que é uma organização reconhecida mundialmente vem apresentando estudos que mostram a necessidade de se repensar o ato de consumir. Segundo o próprio Instituto Akatu o Planeta Terra não conseguira suprir toda a demanda que cada vez é maior por matéria-prima e energia da sociedade de consumo.

Hoje com a chamada globalização difundi-se a idéia de que é necessário consumir pra alcançar a felicidade. Parte da sociedade adquire muitos objetos supérfluos enquanto outra parte passa fome ou sofre com doenças do início do século passado como a tuberculose. Há um consumo impensado desenfreado e isso vem atingindo geração presente e as futuras.

O consumismo não nos dá boas perspectivas sociais e ambientais. Hoje estamos presenciando os altos níveis de obesidade, as dívidas pessoais crescentes, a infelicidade crescente, o menor tempo livre para o lazer, o meio ambiente maltratado e por fim, o aumento da violência para sustentar o consumismo de quem não tem um bom nível de renda ou então de pessoas gananciosas que sempre querem mais.
Não há paz e felicidade na sociedade consumista, pois o capitalismo exclui grande uma parte da sociedade. No entanto, para garantir o consumismo esses excluídos partem para a violência. Se analisarmos a violência no Brasil há poucos casos que o individuo rouba, assalta, furta, mata para suprir as suas necessidades básicas, como comer, vestir-se com roupas comuns ou mesmo comprar remédios.
Hoje a violência existe para garantir o tênis importado, a roupa de grife, o celular moderno, o aparelho de cd, o carro, a moto, os vícios e claro, as drogas. Em suma, o consumismo, a ganância e a carência pelo supérfluo tira a paz da sociedade.

Talvez se as penas por crimes que são praticados para sustentar o supérfluo fossem diferenciadas (bem mais rígidas) os criminosos pensariam antes de querer consumir exageradamente.
O marketing também tem culpa disso, pois cria um apetite de consumo onde não há poder aquisitivo pra tanto e diante disso vem à frustração de não poder consumir e conseqüentemente surge a violência. No Brasil já há canais e programas de televisão que ficam vendendo porcarias supérfluas e infelizmente há quem assiste, se interessa e adquire essas bugigangas inúteis. Também pudera estamos vivendo em um país que a qualidade da educação esta decrescendo cada vez mais. Estamos criando consumistas e não cidadãos, já que hoje quem não tem o poder de compra é um excluído dessa sociedade. É o ato de medir as pessoas pelo que tem e não pelo que é!

A sociedade ainda não se deu conta que o consumismo tem diminuído a qualidade de vida das pessoas. Temos que parar de olhar e ter os Estados Unidos da América como um padrão de comparação de forma positiva, pois o que vemos lá é uma sociedade doente, assassina, infeliz, exploradora e individualista, mas a mídia faz de tudo pra mostrar que é o melhor país do mundo.
Já existe toda a preocupação em produzir de forma sustentável, diminuindo consumo excessivo com água, com energia e outros recursos naturais. Entretanto do outro lado, há um apelo à compra, ao consumismo o que acaba por neutralizar as ações positivas da produção.

Não há possibilidade de termos um Planeta Terra equilibrado sem nos educarmos para o consumo. Temos que estar “vacinados” contra a busca da felicidade no bem material, como o banho de loja, ou a compra dos produtos supérfluos.

É necessário não poluir, não esbanjar água, energia entre outros recursos, mas principalmente e imprescindível racionalizar o consumo e de preferência consumir produtos que poluam menos e que explorem menos a natureza.

Vou terminar o artigo com aos dizeres de Gandhi: “A terra pode oferecer o suficiente pra satisfazer as necessidades de todos os homens, mas não a ganância de todos os homens”.

Autor : Marçal Rogério Rizzo

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/1739650-consumismo-meio-ambiente-violencia/

assita o video A historia das Coisas em: http://www.youtube.com/watch?v=lgmTfPzLl4E