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Fiquem a vontade para navegar no meu blog, temos aqui a finalidade é discutir questões relacionadas a Educação, Tecnologia, Religião, Política, Sociedade, Historia, Prática Pedagógica, Pedagogia Empresarial etc. Bem como manter o público atualizado sobre os eventos (cursos,seminários,congressos, amostras culturais etc) que acontecem na área de Educação e/ou tecnologia.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A História do Dia do Trabalho que é comemorado em 1º de maio


Sociedade


No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios. A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores. Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas. Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida em Paris na França em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano. Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes. Fatos importantes relacionados ao 1º de maio no Brasil: - Em 1º de maio de 1940, o presidente Getúlio Vargas instituiu o salário mínimo. Este deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer) - Em 1º de maio de 1941 foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, as relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores.

Até o início da Era Vargas (1930-1945) eram comuns nas grandes cidades brasileiras certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris (o que não constituía, no entanto, um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país). Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo (uma espécie de "ideologia" que não está interessada na desconstrução do capital, mas em sua colaboração com o trabalho). O trabalhismo foi usado pela propaganda do regime varguista como um instrumento de controle das massas urbanas: isto se vê refletido na forma como o trabalho é visto cada vez mais como um valor. Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalho passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casas próprias e similares. Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalho, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Fim da Era da Informação


 Sociedade e tecnologia



Sófocles conta em sua trágica peça que o Rei Édipo, furou os olhos depois que descobriu que tinha matado seu pai e casado com a sua própria mãe. Infelizmente a informação chegou muito tarde para ele. Foi cegamente o homem mais desinformado do mundo, mesmo consultando oráculos.
Na Idade Média, a Igreja achava que deter informação era ter poder. E por um lado ela tinha razão, só não precisava querer ficar com toda informação para si. Mandou para a fogueira muitas pessoas e livros que tinham informações contrárias aos seus interesses e combateu o quanto pode o início da imprensa.
Com a imprensa veio a luta pela difusão da informação, pela liberdade de expressão e mais e mais informações, até que estamos vivendo na chamada Era da Informação. É informação de todos os lados. Você olha pela janela do carro e lá está ela, a informação, gigante em um outdoor. Você sintoniza na “rádio que toca notícia” e ela é a principal commodity vendida. Ai toca o celular, você para o carro no acostamento (pois tem a informação de que atender dirigindo é perigo de acidentes e multas) e troca um monte de informações com o seu chefe.
Diariamente as pessoas trocam pela Internet 90 bilhões de e-mails e a média é de 30% do tempo de trabalho dedicado ler, escrever e-mails e gerenciar as informações que chegam por ele. Esse é o seu problema? É, pois é o meu também. Se fosse hoje, o Rei Édipo poderia escolher entre ficar com seu Complexo ou procurar no Google o telefone de algum psicanalista da linha clássica. Claro que ele ligaria o GPS de seu carro ou usaria o Google Earth para localizar a clínica, em vez de pedir informação na rua. Ser rei é chique, gente!
O acesso à informação não é mais o problema. Para todos, ela chega mais rápida do que notícia ruim. Recentemente, com a informações de mortes por febre amarela, rapidinho o brasileiro correu para um posto de saúde e se vacinar, mesmo sendo casos isolados da doença aqui ou ali. E a Internet faz a informação confidencial, proibida, privilegiada, infiltrar que nem água na terra. Além de ser inútil tentar processar tanta informação, pode causar uma baita ansiedade. O jovem brasileiro não tem problemas com o acesso a informação. Eles vão às lan houses se utilizar do MSN Messenger, Orkut ou de jogos que lhes trarão baixíssimo valor para suas vidas.
Por outro lado, há pessoas ousando viver na Era do Conhecimento. Processar corretamente a informação, transformando-a em conhecimento. Elas não se vêem reféns do enorme volume de informações, da overdose de bits e bombardeios de imagens, dados e estímulos. Elas sabem que o mais importante não é a INFORMAÇÃO, mas o CONHECIMENTO.
No Sistema de Informação, Informação é a entrada (input) e Conhecimento é saída (output). Você é somente o processador, capaz de transformar informações em conhecimento. Se você tem uma boa capacidade de processamento, irá selecionar corretamente os melhores insumos da informação, para gerar conhecimento. Quem detém o conhecimento detém segredos impossíveis de serem doados em palestras de auto-ajuda. E não espere que eu te ajude a saber o segredo, pois o segredo do sucesso é segredo. Pague o preço necessário para ter uma boa capacidade de processamento da informação.
Durante crises organizacionais, o caminho fácil é cortar despesas, paliativamente, garantindo a sobrevivência ou retardando algum desastre eminente. O caminho difícil é investir em criatividade, inovação e aumentar a capacidade produtiva. É necessário pesquisar, saber o que as pessoas precisam e se antecipar as suas necessidades. Essa informação você adquire investindo em pesquisa e em tempo com o seu público-alvo.
No processo de melhorar como pessoa, ao invés de comprar um computador, compre bons livros. E se você leu e não entendeu, avalie sua capacidade de gerar conhecimento, porque a economia é baseada no conhecimento. Só se vende, só se compra se você tem conhecimento. E quando você tem conhecimento e criatividade, você consegue ser inovador.
O mercado descobriu a equação ”inovação = lucro”. Mas inovação só vem com investimento no conhecimento, que só vem com investimento em gente. Portanto, se inovação = lucro, gente = lucro! Quanto mais conhecimento agregado no produto ou processo produtivo, maior o lucro. O conhecimento não se compra, não se transfere, não é insumo. O conhecimento só existe na cabeça das pessoas. Então eu trago a pessoa para uma empresa e ela se torna meu único fator de lucratividade e competitividade.
Na era da informação o computador era o centro. Na era do conhecimento o ser humano é o centro. Lembra do iluminismo? Pois é igualzinho! Se você se preocupa mais com as suas máquinas, se você foca em seus produtos, não gosta de gente, comece a mudar seus paradigmas, antes que seja tarde.
Inovação é gerar valor de qualquer tipo a partir da criatividade, a partir das idéias originais. O povo brasileiro é reconhecido pela sua grande criatividade, mas apesar disso não conseguiu resolver problemas básicos como o analfabetismo. Então criatividade não resolve nada sozinho, assim como o conhecimento não resolve nada sozinho, muito menos a informação não processada corretamente. O Japão, por exemplo não é criativo, mas é inovador, porque pega a criatividade dos outros e une ao conhecimento adquirido.
Para ser criativo, basta ter alguma necessidade. Se a necessidade é comer e você não tem dinheiro, você tem a criatividade de fazer malabarismos com laranjas em esquinas para conseguir dinheiro. Para ser inovador é preciso ter acesso à informação e à educação de qualidade.
Se fosse hoje o Rei Édipo não trocaria informações com nenhuma Esfinge, só se estivesse embriagado e tendo visões. Se fosse vivo, ele teria os olhos bem abertos para com os hoaxes que de sua caixa de mensagens, não clicaria em links no Orkut. E se algum flammer espalhasse pela Rede que ele é um “mother fucker”, processaria na justiça até transformar sua vida do infeliz numa verdadeira tragédia grega.

por: Wesley Porfírio em: http://wporfirio.blogspot.com/2008/03/o-fim-da-era-da-informao.html


quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasilia a capital do Brasil completa 50 anos. 21/04/2010

Sociedade



Uma habilidade típica dos grandes empreendedores é a visão de do amanhã é saber enxergar longe. Muitas das grandes realizações que ocorreram no mundo, inclusive, foram feitas por meio de pessoas que tinham visão de futuro.
Foi o que aconteceu com Juscelino Kubitschek. Quando ele pisou pela primeira vez na região que anos mais tarde seria a capital do Brasil, ele falou: "Deste Planalto Central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantável e uma confiança sem limites no seu grande destino". Frase que foi publicada no Livro de Ouro de Brasília.
A proposta de transferir a capital do Brasil para o interior do país remonta ao século XVIII, mas até então nenhum presidente tinha tirado a ideia do papel. JK sabia que a região era próspera e, por isso, decidiu levar o projeto adiante mesmo com a resistência da oposição e de alguns governistas que acreditavam que o plano não daria certo.
A visão empreendedora de Juscelino ajudou-o a erguer Brasília. Hoje, a capital é uma das mais prósperas do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a capital tem mais de dois milhões de habitantes e apresenta uma das melhores rendas per capita do Brasil.
A transferência da capital para o Planalto Central também levou desenvolvimento para o interior do país, antes limitado ao litoral. A ousadia de JK ajudou, ainda, a integrar as regiões por meio das estradas que foram construídas por conta da construção de Brasília e revelou cidades com grande potencial econômico, mudando a cara da economia do Brasil.
Hoje, prestes a completar 50 anos, a capital revela problemas como qualquer outra grande cidade do Brasil. Além disso, vive atualmente uma das maiores crises políticas de sua história. Porém, como brasileiros que somos não podíamos deixar de homenageá-la.
Mesmo com todos os percalços, não podemos esquecer que Brasília nasceu de um sonho, de uma atitude empreendedora que serve de exemplo para muitos empreendedores.
Parabéns, Brasília!

domingo, 4 de abril de 2010

EDUCAÇÃO CORPORATIVA


Pedagogia Empresarial.


Entende-se como Educação Corporativa todas as atividades realizadas para modelar, difundir e aplicar conceitos, teorias e todo tipo de conhecimento, no contexto de uma organização, e entre os membros dessa organização, outras organizações que interagem com a primeira, diferentes públicos relacionados e membros da comunidade impactada pela organização em questão, com o propósito de tornar tal organização mais capacitada para alcançar seus objetivos.   
   
Muito se tem falado sobre a realidade de um mundo em mudanças, sobre os avanços tecnológicos e científicos que nos remetem à idéia de uma verdadeira revolução. Mega tendências mundiais imprevisíveis e aceleradas. Com elas percebemos a inserção de novos valores e conceitos que irão impactar o ambiente das organizações:

A valorização da força humana;
O renascimento da arte, da espiritualidade e do compromisso social;
A preocupação com o meio ambiente e com a qualidade de vida;           

Essas mega tendências deverão ser observadas pela empresa para a definição de suas estratégias de negócios num processo de gestão competitiva, visando a melhoria dos resultados. A educação continua a ser uma grande aspiração por parte da sociedade e do indivíduo. Com a aceleração das informações e com a velocidade das mudanças, o mercado de trabalho requer a cada dia profissionais mais preparados. Grande parcela das pessoas já não se contenta com o nível de ensino fundamental e passa a postular acesso à educação superior. Todos os estudos elaborados por especialistas apontam para o fato de que as oportunidades de trabalho oferecidas no mercado levam sempre em conta o grau de escolaridade e de formação profissional.O desenvolvimento da sociedade certamente passará a fazer parte do Portfólio dos negócios da empresa, pois a educação tornou-se hoje um vetor estratégico para o desenvolvimento sustentável e eqüitativo.    

A partir daí surgem as Universidades Corporativas criadas para diferenciar o desempenho de seus colaboradores, através de um portfólio bastante amplo e focado na estratégia de cada empresa, atuando efetivamente na gestão do conhecimento, na identificação das competências, dos valores da organização, na formação de massa crítica.    Mas é de fundamental Importância perceber que lidamos com o conceito de educação continuada dentro das empresas, buscando aprimorar a real vocação institucional e também os propósitos pessoais de seus colaboradores. Quem sabe aonde quer chegar, certamente poderá contribuir mais com o resultado da empresa.   


A ênfase no processo de educação profissional ou programas educacionais nas corporações tem evidenciado a necessidade de: Universidades Corporativas, Gestão por competências, Gestão do Capital Intelectual e Gestão do Conhecimento.

Muitas vezes esses programas educacionais podem ser articulados dentro de Instituições Acadêmicas, onde o profissional receberá sua certificação. Quando não se consegue reproduzir o ambiente de trabalho busca-se a alternativa do investimento em programas de desenvolvimento dentro da própria organização, direcionados para três eixos fundamentais, segundo Eduardo Najjar: “a cooperação competitiva, pois a competição inteligente vem da cooperação, nesse caso a competição é benéfica. A inteligência coletiva, pois é importante conseguir com que as pessoas na empresa pensem no que estão fazendo, na importância do seu trabalho. E a cidadania planetária, porque somos cidadãos móveis”. Lidar com a aprendizagem em um novo contexto significa tratar um sistema considerando a aquisição do conhecimento de forma ampla e democrática, o desenvolvimento contínuo de habilidades que assegurem desenvolvimento pessoal e organizacional, as mudanças de atitudes, como suporte desta Revolução Emocional que alcancem o bem comum. Uma revolução nada convencional, de iniciativa, talento e massa encefálica, onde as competências são reorganizadas num curto espaço de tempo, em programas de formação que atendam as expectativas de produção de capital intelectual das organizações. Focando no desenvolvimento da capacidade de dos colaboradores em pensar e repensar a organização diante da competitividade e da busca permanente de melhores resultados.
A Compreensão do seu “negócio”, de sua identidade institucional colaborará para o alcance da autonomia empresarial. Só uma empresa autônoma tem alta capacidade de produção e de resultados. Segundo Pierre Levy, Sua capacidade real é imprescindível para o processo de inovação que irá produzir o avanço do conhecimento de que necessita.



Em dados de pesquisa recentemente publicados pelo INEP (nstituto Nacional de Estudos e Pesquisas) o que se propõe é que as Instituições de Ensino deixem de ser ilhas do conhecimento para se tornarem redes de informação. É a visão de Universidades e Escolas, articuladas com empresas, comunidades organizadas, Ongs, Organizações Governamentais. Não apenas para capacitar melhor os profissionais, mas para viabilizar seu reformar de informações, num processo de retro alimentação. O desafio da Educação Corporativa está em satisfazer simultaneamente às necessidades individuais de cada agente e às necessidades coletivas da organização. A idéia é a de que empresas são em essência grupos de protagonistas comuns, que de uma maneira ou de outra, estão unidos para um destino comum. À medida que se sobe, que se escala a pirâmide institucional de satisfação e alcance dos resultados, os participantes individuais devem ser atados uns aos outros por fios invisíveis. O programa de Educação deve versar sobre as necessidades reais percebidas pela empresa e ao mesmo tempo propiciar ao grupo que estará sendo formado uma direção para o futuro com que valha a pena comprometer-se. Uma composição que permita aos indivíduos e grupos tirarem o máximo e melhor proveito deles próprios. O conhecimento é compartilhado a nível global, as organizações e as pessoas aprendem e crescem à medida que continuamente experimentam e aceitam um novo desafio.