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Fiquem a vontade para navegar no meu blog, temos aqui a finalidade é discutir questões relacionadas a Educação, Tecnologia, Religião, Política, Sociedade, Historia, Prática Pedagógica, Pedagogia Empresarial etc. Bem como manter o público atualizado sobre os eventos (cursos,seminários,congressos, amostras culturais etc) que acontecem na área de Educação e/ou tecnologia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O que é Andragogia?

Educação

Os profissionais que hoje comandam as grandes organizações sabem que, mais do que o acúmulo de diplomas e de habilidades técnicas, o que conta é a capacidade de adaptação às exigências do mercado e à realidade organizacional.

Diante desse desafio, o aprendizado contínuo é a moeda mais importante do novo líder. No entanto, para que esse processo se traduza em ações práticas, é preciso, antes de tudo, que o profissional esteja aberto para a transformação mais importante em seu desenvolvimento: a mudança de comportamento.

Tendo isso em vista, há 17 anos pesquisamos as metodologias participativas da Andragogia, definida como “um conjunto de princípios que orientam o adulto a aprender”. A partir desses conceitos, buscamos as melhores práticas para nortear nossas soluções de aprendizagem. A abordagem de nossos programas, a escolha dos nossos consultores e até a concepção do nosso espaço são pensados com base nesses princípios.

Malcolm Knowles foi um dos primeiros autores a analisar com profundidade as diferenças principais entre a pedagogia (ensino de crianças) e a maneira como o adulto busca o seu conhecimento.

Os princípios da Andragogia:

1. Necessidade de saber: o adulto precisa entender o porquê do aprendizado e qual o ganho que ele terá com o processo. Nesse sentido, é importante demonstrar os gaps e os resultados esperados.

2. Autoconceito: adultos são responsáveis por suas ações e querem ser vistos dessa forma. Portanto, a relação professor-aluno que o coloque em uma posição passiva pode criar um conflito. O educador deve criar experiências que ajudem o participante a fazer a transição de aluno dependente para auto-orientado.

3. O papel das experiências: necessariamente, o adulto chega à sala de aula com muito mais experiência do que uma criança. O aprendizado será muito mais rico e intenso se cada participante sentir a oportunidade de contribuir no processo. O adulto é a sua experiência de vida, portanto, negar sua experiência é negar a pessoa.

4. Prontidão para aprender: o adulto estará mais disposto a aprender as coisas que necessita para atingir resultados positivos em situações reais de seu dia a dia, ou seja, a necessidade gera prontidão. Uma forma de demonstrar isso ao participante pode ser expondo-o a oportunidades de realizar um grande desempenho ou por meio de coaching.

5. Orientação para a aprendizagem: diferentemente da criança, que é orientada para o processo de aprendizado em si, o adulto tem o foco em sua vida, suas tarefas e seus problemas. Ou seja, ele tem disposição para aprender o que dá resultado claro e, preferencialmente, imediato. Dessa maneira, é fundamental demonstrar a aplicação e a utilidade de cada conceito apresentado.

6. Motivação: embora alguns fatores externos possam ser importantes motivadores (melhores salários, promoções, etc.), os aspectos intrínsecos geram uma motivação muito mais ativa. Dessa forma, devem ser levados em conta programas que auxiliem no desenvolvimento de uma maior auto-estima, satisfação no trabalho ou qualidade de vida.

Principais teóricos:

Malcolm Knowles
Malcolm Knowles é o autor que desenvoveu a Andragogia. Em sua teoria, ele considera pontos interessantes e bastante atuais que evidenciam por que um aluno se envolve ou não em um processo de aprendizado. Isso inclui a valorização de experiências já vividas, a forma como o próprio adulto se enxerga dentro de sala de aula, quais são as expectativas e motivações e como isso se dá na “vida real”, de volta ao ambiente de trabalho.

Bob Pike e David Kolb
Exploramos também a abordagem de outros autores para conceber novas tecnologias de aprendizagem. Bob Pike propõe uma série de dinâmicas para que o instrutor saiba aproveitar os diferentes níveis de conhecimento de cada aluno dentro de um grupo. O LAB utiliza estes parâmetros para promover aulas mais interessantes e participativas. Já David Kolb sugere a utilização de experiências como mediadora entre o aprendizado e a vida real do participante, para consolidar o conteúdo estudado. O LAB se apóia neste conceito para incentivar a reflexão, a observação e realização de atividades vivenciais que transportam a teoria para a prática.

em: http://www.labssj.com.br/site/st_index.asp?COD_CONTEUDO=71

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

As pessoas nascem empreendedoras?

 EMPREENDEDORISMO


Existem diversas razões pelas quais uma pessoa começa a empreender. Alguns vêem uma oportunidade a ser explorada, outros querem aproveitar o conhecimento adquirido em sua carreira profissional, e ainda há os (vários) que iniciam um negócio por necessidade financeira.

Independente da razão envolvida, estas pessoas nasceram com espírito empreendedor ou desenvolveram esta característica ao longo da experiência de vida? Com exceção dos que o fazem por extrema necessidade, eu acredito que todo empreendedor tem este perfil como parte de sua personalidade.

O que acontece é que ao longo da experiência de vida de cada um, as situações vividas levam a pessoa a tomar atitudes empreendedoras ou não. Por exemplo, uma pessoa que sempre quis abrir seu próprio negócio pode ir adiando esta idéia enquanto tiver um bom emprego. Da mesma forma, pessoas sem o perfil empreendedor não se imaginam liderando um negócio mesmo que não estejam satisfeitas com seu emprego.
Então, como você identifica se tem este perfil empreendedor? Não é complicado. Faça uma avaliação de suas atitudes ao longo de sua vida. Você fica pensando em idéias de negócios, imagina como seria ter sua própria empresa? Que atividades você realiza fora da vida profissional? Alguma delas é levada a sério ao ponto de poder se transformar em uma oportunidade de negócio? Durante a vida acadêmica, você aproveitou as oportunidades de realizar tarefas além das requeridas pela instituição?

Talvez você seja um empreendedor nato, mas não passou por uma situação que o fizesse pensar mais a fundo nisso. Se você tem esta dúvida, planeje começar algo em paralelo com seu emprego atual, para ver como se adapta à situação e como se sente com o fator adicional de risco.

Isso não quer dizer que uma pessoa que não nasceu empreendedora não pode tomar uma iniciativa própria nos negócios. Somente acontece que, nestes casos, o esforço de adaptação será muito maior. Empreender significa arriscar, superar barreiras por conta própria, e vencer o medo. O desenvolvimento de habilidades relacionadas ao empreendedorismo ajudará a pessoa a eliminar estas dificuldades e ganhar confiança.

É óbvio que as habilidades técnicas e gerenciais são essenciais para o sucesso de um negócio próprio. No entanto, tudo gira em torno da personalidade e atitude do empreendedor. Se o candidato a empresário não tem a mentalidade correta, correrá forte risco de tomar muitas decisões erradas.


Por: Luiz de Paiva  em: http://ogerente.com/empreendaja/2007/04/11/as-pessoas-nascem-empreendedoras/

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dia do estudante


Educação


Tão importante quanto o Dia do Professor, o Dia do Estudante merece ser lembrado com homenagem e reflexão. Sem estudante, a escola perde o sentido de ser. E a profissão do professor é dignificante porque remete ao ensino-aprendizagem com o aluno. É importantíssimo incentivar a estudar e aprofundar o significado do estudo. Isso cria um clima de aprendizagem e valoriza o estudante.
A colonização do Brasil aconteceu de um modo diferente de como foram colonizados os demais países da América Latina. Para a metrópole do império espanhol, as colônias deviam prosperar sob todos os aspectos, o que significava autorizar a criação e a manutenção de instituições de educação. Por isso, pouco tempo depois da chegada de Colombo à ilha de Santo Domingo, foi criada sua primeira universidade.
O império português teve uma visão diferente da colonização do Brasil. Visava especialmente manter a conquista do próprio território, explorar seus recursos naturais e, mais tarde, cobrar impostos. Por isso, criou fortes de defesa territorial em toda a costa litoral brasileira. E batizou sua colônia de Brasil, por causa da madeira daqui extraída e transportada para Portugal.
Quanto à Educação, essa foi uma preocupação tardia. Nas origens, tivemos o empenho decisivo dos jesuítas e das demais Ordens e Congregações Religiosas para com a Educação.
Mas esse não era o empenho do Estado português. Por isso, somente no século XX as Universidades brasileiras foram criadas.
Não fosse a ameaça da invasão francesa a Portugal e, consequentemente, da fuga da família real ao Brasil, teríamos uma protelação ainda maior na criação de escolas e faculdades públicas. No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos superiores de Ciências Jurídicas, um em São Paulo e outro em Olinda. Cem anos depois, em 1927, Celso Gand Ley propôs que essa data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Por isso, 11 de agosto é Dia do Estudante.
Quando ocorre o preenchimento de cadastros, sempre há uma inevitável pergunta: qual é a sua profissão? Quem estuda, deveria dizer com orgulho: sou estudante.
Há quem considere que trabalhar é apenas quando se tem um vínculo formal de emprego. Engana-se. Também é trabalho o serviço doméstico, a educação dos filhos, o amparo aos pais idosos ou o cuidado com um familiar doente, ou com um deficiente. Quem estuda também está trabalhando. Gasta extenuantes horas do dia no empenho para aprender. Enfrenta dificuldades, empreende esforços, gasta energia, ganha aprovações e reprovações.
Há estudante que deliberadamente não estuda como devia nem se esforça para aprender.
Entretanto, isso ocorre em todos os demais trabalhos formais. Em todas as profissões, sempre há quem não faz direito as coisas. Isso não apenas prejudica a si, mas todos são atingidos pelos erros e pela falta do empenho pessoal no trabalho.
Quem estuda deve assumir-se como sujeito da própria aprendizagem. O professor é muito importante, mas não faz milagre com quem não quer aprender. Estudar é colocar-se em movimento consciente, abrir-se para as pequenas e as grandes descobertas, decodificar e decifrar as óticas cifradas do mundo.
Estudar é apropriar-se criativamente de diversas linguagens, aprender como responder aos desafios, aprender a conviver e a colocar o seu conhecimento a serviço da humanidade.
Estudar é aprender a crescer, a ser mais e melhor, a ver um pouco a frente, a sonhar de um modo diverso a própria realidade e o seu próprio futuro. Estudar é uma disposição interior de busca. É colocar-se a caminho; é ser seu próprio caminho.
Há milhares de estudantes com dupla jornada de trabalho. Há quem, além de estudar, precisa de um emprego para se manter; há quem estuda e ainda tem filhos e família para sustentar; quem é estudante gestante; quem estuda vindo de outra cidade, Estado ou país; quem tem deficiências físicas e ainda assim enfrenta os estudos, essas e tantas outras situações especiais merecem empenho e homenagem especial.
Há milhares de estudantes que não concluem seus estudos. Param no meio do caminho. Mais tarde, fica difícil retomá-los. A falta de estudo tem consequências para o resto da vida.
Prejudica no crescimento profissional, atinge a qualidade de vida de si e de sua futura família, limita suas expectativas e suas esperanças.
A falta de estudo também provoca consequências sociais. A maior parte dos jovens que está nas prisões apresenta baixa escolaridade e abandonou precocemente a escola. Estados e países onde há pouca capacitação da mão de obra, também têm menor crescimento econômico.
Por tudo isso, feliz a família que tem filhos ou pais que estão estudando. E feliz a sociedade que pode celebrar o Dia do Estudante.
Nesse dia tão especial, nosso aplauso vai também para todas as entidades representativas dos estudantes: a UNE -União Nacional dos Estudantes; a UEE – União Estadual dos Estudantes de Goiás; os DCEs – Diretórios Centrais de Estudantes; os CAs – Centros Acadêmicos; e a todos os grêmios estudantis que se organizam nas escolas.

Por: Wolmir Therezio Amado   (Reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás)
artigo publicado no jornal  DIÁRIO DA MANHÃ – GO