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quinta-feira, 31 de maio de 2012

CLIPPING - A ARTE DE CLIPAR


Clipping. Para a maioria dos estudantes de comunicação – e profissionais também – esse é de longe o trabalho mais chato da área. Geralmente fica a cargo dos estagiários e é tratado como uma obrigação enfadonha. Fico me perguntando se essa fama negativa vem pela falta de compreensão do significado do clipping enquanto parte importante de um trabalho maior. Deve ser.

O clipping (ou clipagem) nada mais é do que o acompanhamento e registro de todas as matérias divulgadas em veículos impressos, virtuais e, às vezes, eletrônicos a respeito de uma determinada organização, produto ou pessoa pública (artista, político, profissional renomado etc.). Esse é um trabalho típico de assessorias e exige muita atenção e paciência de quem o desenvolve – e talvez esta seja mais uma razão pela qual as pessoas gostem tão pouco dessa atividade. Num mundo tão dinâmico e cheio de informações voláteis como o atual, paciência é coisa rara.

De uma forma simplificada, o processo é este: o assessor de comunicação/imprensa produz matérias jornalísticas para divulgar seu cliente e as envia para diversos veículos; estes, por sua vez, selecionam as matérias que julgam despertar o interesse do público e as divulgam. É nesse ponto que entra a clipagem: é ela quem vai registrar em quantos veículos a matéria foi divulgada, quantas vezes isso aconteceu e quanto o cliente economizou por não precisar pagar por um espaço publicitário para ter seu nome ou o nome de sua empresa/produto nas revistas e jornais impressos, sites de notícias, blogs, televisão ou rádio. Trocando em miúdos, a clipagem é uma espécie de avaliação de resultados. Se a assessoria for bem feita, isso poderá ser percebido através da quantidade de matérias positivas que levaram o nome do cliente. É claro que outros elementos podem interferir nesse processo, como o caso do cliente que só desperta o interesse de um público muito específico ou que não oferece razões relevantes para ocupar espaço nos veículos de comunicação. Fora essas e algumas outras exceções, o clipping serve para mostrar que o trabalho da assessoria deu resultado e que valeu a pena ter investido nela. Com essa função tão significativa, não dá para compreender por que a atividade é tão menosprezada.

Infelizmente, muitos ainda enxergam o clipping como apenas um trabalho de “recortar e colar”. É claro que essa parte também é importante, inclusive a forma como esses recortes são enviados para os clientes (se recebem algum tipo de tratamento, se são organizados e contém todas as informações que o cliente necessita saber, como data, veículo, seção, assunto etc.) Mas vale ressaltar que, além do recorte e do envio das matérias para os clientes, é muito necessário também fazer uma análise do material publicado – qual lugar de destaque que ele recebeu nos jornais e sites; se for matéria de rádio e TV, quanto tempo durou sua veiculação, em qual programa e em qual horário; de onde partiu o assunto tratado pela imprensa (se foi da assessoria mesmo ou de uma outra fonte); qual o nível de interesse a imprensa demonstrou pelo assunto apresentado (se apenas veiculou ou se quis saber mais detalhes, se fez outras matérias a partir daquele tema etc.).  Todas essas informações são significativas para que o cliente tenha a noção do quanto se ganhou com o trabalho da assessoria e possa avaliar se os seus objetivos foram alcançados.

Como se pode ver, o trabalho da clipagem é uma parte fundamental da assessoria e não pode ser deixado em segundo plano. Por isso, ter um profissional de comunicação cuidando dessa parte ou orientando um estagiário no seu desenvolvimento faz toda a diferença.

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